Avaliação clínica de linfonodos superficiais de pequenos ruminantes criados no estado de Sergipe, Brasil

Huber Rizzo, Jeferson Silva Carvalho, Nilton Souza Santos Júnior, Taile Katiele Souza Jesus, Carlos Milton Mendonça Tourinho Júnior, Demetro Dantas Reis, Fábio Franco Almeida, Marcos Vinícius Ferreira Magalhães, Cícero Estrela Farias, Ramón Andrade Coelho, Tatiane Rodrigues Silva

Resumo


O objetivo do estudo foi determinar a ocorrência e distribuição topográfica de linfonodos superficiais com alterações clínicas (hiperplasias, abscessos e/ou feridas em processo de cicatrização), sugestivas de Linfadenite Caseosa (LC), em pequenos ruminantes criados no estado de Sergipe. Entre os anos de 2011 e 2014, foram realizados exames clínicos de 1.908 pequenos ruminantes de 101 propriedades, inspeção e palpação de linfonodos superficiais, além do isolamento bacteriano de vinte amostras de secreções extraídas dos abscessos intactos. A ocorrência de animais com alterações macroscópicas em linfonodos superficiais foi de 7,18% (137/1908), sendo 5,19% (64/1.231) em ovinos e 10,8% (73/677) nos caprinos (p<0,001), acometendo 172 linfonodos. Dentre eles, 33,72% (58) eram o préescapular, 27,34% (47) submandibular, 15,11% (26) retromamário, 10,46% (18) pré-crural, 5,81% (10) parotídeo, 4,07% (7) retrofaríngeo, 1,16% (2) cervical profundo médio e caudal e 0,58% (1) cervical cranial e poplíteo. As regiões do tronco e posterior do corpo foram as que concentraram maior número de linfonodos alterados. Todas as amostras submetidas ao isolamento apresentaram crescimento de Corynebacterium pseudotuberculosis. A presença de animais, com sinais clínicos de LC, atenta para a necessidade da adoção de medidas profiláticas para controle da doença nos rebanhos sergipanos.

Palavras-chave


abscesso, Corynebacterium pseudotuberculosis, linfadenite caseosa.

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Referências


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DOI: https://doi.org/10.26605/medvet-n1-1595

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