CUSTEAMENTO DO SERVIÇO DE ATENDIMENTO MÓVEL DE URGÊNCIA: UM ESTUDO DE CASO EM UM MUNICÍPIO POTIGUAR

Francisco Jean Carlos de Souza Sampaio, Lucimar Ferreira de Oliveira

Resumo


O estudo analisa o custeamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) realizado no município de Pau dos Ferros – RN durante o primeiro semestre de 2017, e para isto, busca: identificar o quantitativo dos serviços para os atendimentos básico e avançado realizados pelo SAMU; mensurar o custo médio para os devidos atendimentos e relacionar os serviços mais onerosos e os menos onerosos. Trata-se de um estudo descritivo, exploratório, documental, quantitativo e qualitativo. A coleta dos dados foi realizada durante o segundo semestre de 2017, a partir de entrevistas com os profissionais da unidade de apoio da cidade de Pau dos Ferros e dos relatórios nos livros de Ata, Registro e Protocolo elaborados. Foram contabilizadas 230 ocorrências para a Unidade de Suporte Básico (USB) e 183 ocorrências realizadas para a Unidade de Suporte Avançado (USA). Há uma maior quantidade de ocorrências com a USB, embora os serviços mais onerosos ficam com a USA, por se tratar de um serviço mais específico e com uma equipe composta com um médico e um enfermeiro. Em média, R$ 37.155,99 reais mensais para USA e R$ 24.772,17 reais mensais para USB. O SAMU presta um relevante serviço ao município de Pau dos Ferros, contando com uma equipe socorrista capacitada para atender a casos de urgência e emergência. O serviço tem como finalidade prestar assistência gratuita ao indivíduo, em um primeiro nível de atenção, com agravos de natureza clínica, cirúrgica, traumática e psiquiátrica, que acarretam sofrimento, sequelas ou morte que ocorrem fora do ambiente hospitalar.


Palavras-chave


Atendimento Pré-Hospitalar; Custeamento; Unidade de Atendimento.

Texto completo:

PDF

Referências


Appolinário, F. (2004). Dicionário de metodologia científica: um guia para a produção do conhecimento científico. São Paulo: Atlas.

Barros, A. J. S., & Lehfeld, N. A. S. (2000). Fundamentos de Metodologia: um guia para a iniciação científica. (2a ed.). São Paulo: Makron Books.

Portaria nº 1.864, de 29 de setembro de 2003. Institui o componente pré-hospitalar móvel da Política Nacional de Atenção às Urgências, por intermédio da implantação de Serviços de Atendimento Móvel de Urgência em municípios e regiões de todo o território brasileiro: SAMU- 192. Brasília: Diário Oficial da União.

Decreto nº 5.055, de 27 de abril de 2004. Institui o serviço de atendimento móvel de urgência – SAMU, em Municípios e regiões do território nacional e dá outras providências. Brasília: Diário Oficial da União.

Decreto nº 7.508, de 28 de junho de 2011. Regulamenta a Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, para dispor sobre a Organização do Sistema Único de Saúde – SUS, o planejamento da saúde, a assistência à saúde e a articulação Inter federativa, e dá outras providências. Brasília: Diário Oficial da União.

Manual instrutivo da Rede de Atenção às Urgências e Emergências no Sistema Único de Saúde (SUS). (2013). Recuperado de http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_instrutivo_rede_atencao_urgencias.pdf.

Portaria nº 2.048, de 5 de novembro de 2002. Aprova o regulamento técnico dos sistemas estaduais de urgência e emergência. Brasília: Diário Oficial da União.

Regulação Médica das Urgências. Normas e manuais técnicos, série A. (2006). Recuperado de http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/regulacao medica_urgencias pdf.

Portaria nº 1.010 de 21 de maio de 2012. Redefine as diretrizes para a implantação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) e sua Central de Regulação das Urgências, componente da Rede de Atenção às Urgências. Brasília: Diário Oficial da União.

Fundo Nacional de Saúde. Portal da Transparência. Disponível em: ˂ http://portalfns.saude.gov.br/˃. Acesso em 30 jun. 2017.

Lei Federal n° 8080, de 19 de setembro de 1990. Dispõe que as despesas de custeio mensal do componente SAMU — 192. Recuperado de www.saude.mt.gov.br/arquivo/9623/legislacao.

Secretaria de Saúde Pública (SESAP/RN). Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Recuperado de http://www.saude.rn.gov.br/Conteudo.asp?TRAN=ITEM&TARG=2370&ACT=&PAGE=&PARM=&LBL=NOT%CDCIA#sthash.dntyKZ0F.dpuf.

Fonseca, J. J. S. (2002). Metodologia da pesquisa científica. Fortaleza: UEC.

Gil, A. C. (2002). Como elaborar projetos de pesquisa. Ed.4. São Paulo: Atlas.

Lima, J. C., & Rivera, F.U.J. (2010). Redes de conversação e coordenação de ações de saúde: estudo em um serviço móvel regional de atenção às urgências. Caderno Saúde Pública, 26 (2).

Minayo, M. C. S., & Deslandes, S.F. (2008). Análise da implantação do sistema de atendimento pré-hospitalar móvel em cinco cidades brasileiras. Caderno Saúde Pública, 24 (8), 1877 -1886.

Morais, W. S. de. (2013). Socorro Móvel de Urgência na Região Metropolitana da grande Natal: uma avaliação de processo do serviço de atendimento móvel de urgência da região metropolitana de Natal. Trabalho de Conclusão de Curso, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, RN, Brasil. Recuperado em 12 de junho, 2017, de http://www.cchla.ufrn.br/dpp/gpp/TCC/2013/arquivos_downloads/MORAIS,%20Wanderson%20Silva%20de.%20Socorro_Movel_de_Urgencia_na_Regiao_Metropolitana_daGrande_Natal_Uma_Avaliacao_de_Processo_do_Servico_de_Atendimento_Movel.pdf.

Hansen, J. R. (2013, Junho). Trajetória de desafios para a consolidação e reconhecimento do serviço SAMU. Revista Emergência. Ed.32. Recuperado em 25 de Agosto, 2017, de http://www.revistaemergencia.com.br/materias/ em trevistas/jos%C3%89_roberto_hansen__coordenador_do_primeiro_samu_brasileiro_fala_sobre_a_trajetoria_de_desafios_para_a_consolidacao_e_reconhecimento_do_servico/AcyJ.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2018 Management Control Review

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - Não comercial - Compartilhar igual 4.0 Internacional.