O SAGRADO E O PROFANO NA OBRA A RELÍQUIA, DE EÇA DE QUEIRÓS

Autores

Palavras-chave:

O sagrado, o profano, a paródia, A relíquia, Eça de Queirós.

Resumo

O presente trabalho objetiva expor uma análise sobre a presença do sagrado e do profano na obra A relíquia (1887),  do escritor português Eça de Queirós. A primeira parte da pesquisa busca, assim, compreender o processo de profanação do sagrado na obra eciana em questão, cujo apogeu se dá com a morte de Cristo e a não ocorrência de sua ressurreição. No decorrer do segundo subtítulo, tenta-se entender de que forma a mesma morte poderia ser vista como, distintamente do que se demonstra na etapa inicial do artigo, um movimento que teria a finalidade de sacralizar por meio da dessacralização a mensagem de Cristo, que transcenderia a morte e se transformaria em metáfora religiosa, cabendo a cada indivíduo a compreensão do sentido por ela guardado. Por fim, na última parte, é demonstrado o funcionamento da paródia, recurso de que o romance se utiliza para profanar o Evangelho e, também, ressacralizá-lo pela dessacralização.

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Biografia do Autor

Bruno Borguetti Lara, Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) - Campus de Sinop

Graduado e Mestre em Letras pela Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) – Campus de Sinop e professor interino de Língua Portuguesa e Inglesa na rede pública municipal de Sinop. E-mail: brborguetti@gmail.com.

Adriana Lins Precioso, Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) - Campus de Sinop

Professora Doutora da FAEL – Faculdade de Educação e Linguagem da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) – Campus de Sinop, atuante no Programa de Pós-Graduação em Letras – PPGLetras e também do Mestrado Profissional em Letras - PROFLETRAS. E-mail: adrianaprecioso@unemat.br.

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Publicado

2021-07-10