O uso da natureza em ações urbanísticas: a privatização do acesso ao solo em Recife-Brasil

Claudio Jorge Moura de Castilho, Amanda Cristina Perboire Emerenciano de Souza

Resumo


Neste artigo discute-se o uso da natureza, através do problema do acesso ao solo em Recife, na tentativa de compreender a complexidade das relações sociedade-natureza na cidade. Visando operacionalizar este objetivo, utilizou-se de uma abordagem metodológica ampla e aberta com base em resultados da revisão bibliográfica executada na construção de um projeto de pesquisa sobre o tema. Como principal contribuição, tem-se que a gestão urbana deve levar em conta o “princípio de natureza” como bem coletivo no processo permanente de produção do espaço urbano, senão os espaços das nossas cidades tornar-se-ão ainda mais insustentáveis à vida

Palavras-chave


Racionalidade Técnico-Instrumental. Racionalidade Ambiental. Direito à Cidade. Lutas Urbanas

Texto completo:

PDF (PORTUGUÊS)

Referências


ALVES, Paulo Reynaldo Maia. 2009. Valores do Recife. O valor do solo na evolução da cidade. Recife: Luci Artes Gráficas Ltda.

BARRETO, Ângela Maria Maranhão. 1994. O Recife através dos tempos: formação da sua paisagem. Recife: Edições Fundarpe, 1994.

BRASIL. 1988. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Editora Mandarino.

CASTILHO, C. J. M. de. 2014. Água e espaço urbano em Recife. Interesses sociais e geopolítica interna. Revista Brasileira de Geografia Física, v. 07, n. 03, p. 597-614.

______. 2016. Justiça ambiental: uma tarefa difícil em contexto territorial de ausência do espaço do cidadão. Revista Movimentos Sociais & Dinâmicas Espaciais, v.5, n.1, p.7-34.

______. 2017. Jean Brunhes: a atualidade de um geógrafo do início do século XX. Revista Movimentos Sociais & Dinâmicas Espaciais, v.6, n.1, p.253-272.

______ & TEIXEIRA, Arthur F. de Melo. 2016. O uso da natureza no processo de construção do urbano: quem tem tido direito aos ventos marítimos em Recife-Brasil? Journal of Environmental Analysis and Progress, v. 1, pp. 13-23.

CASTRO, Josué de. 1954. A Cidade do Recife. Ensaio de Geografia Urbana. Rio de Janeiro: Livr. Editora da Casa do Estudante do Brasil.

CRIEKINGEN, M. V. 2006. A cidade revive! Formas, políticas e impactos da revitalização residencial em Bruxelas. In: BIDOU-ZACHARIASEN, C. De volta à cidade. Dos processos de gentrificação às políticas de “revitalização” dos centros urbanos. São Paulo: Annablume, pp. 89-120.

DORIER-APRIL, E. (org.) 2006. Ville et environnement. Paris: Sedes.

FRÉMONT, A. 1999. La région espace vécu. Paris: Flammarion.

HENRIQUE, W. 2009. O direito à natureza na cidade. Salvador: Edufba.

HIGUERAS, E. 2013. Urbanismo bioclimático. Madrid: Editorial Gustavo Gili.

LEFF, Enrique. 2009. Saber ambiental. Sustentabilidade. Racionalidade. Complexidade. Poder. Petrópolis: Vozes.

LEROY, Jean Pierre. 2010. Territórios do futuro. Educação, meio ambiente e ação coletiva. Rio de Janeiro: Lamparina.

LINS, R. C. 1982. Alguns aspectos originais do sítio urbano do Recife. In: ANDRADE, M. C. de. (org.). Capítulos de geografia do Nordeste. Recife: União Geográfica Internacional – Comissão do Brasil, pp. 81-85.

LOUV, R. 2014. O princípio da natureza. Reconectando-se ao meio ambiente na era digital. São Paulo: Cultrix.

MELO, M. L. de. 1978. Metropolização e subdesenvolvimento. O caso do Recife. Recife: Editora da Universidade Federal de Pernambuco.

MORIN, E. 1999. Por uma reforma do pensamento. In: PENA-VEGA, A. & ALMEIDA, E. P. de. (org.) O pensar complexo: Edgard Morin e a crise da modernidade. Rio de Janeiro: Garamond.

______. 2000. Ciência com consciência. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil.

______. 2014. A cabeça bem-feita: repensar a reforma, reformar o pensamento. 21ª ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil.

RECLUS, E. 2010. Do sentimento da natureza nas sociedades modernas. São Paulo: Expressão & Arte: Editora Imaginário.

SEN, A. 2011. A ideia de justiça. São Paulo: Companhia das Letras.

OLIVEIRA, Lucivânio Jatobá de. 2017. Análise dialético-materialista da estruturação natural das paisagens contidas na porção centro-oriental de Pernambuco. Tese (Doutorado em Desenvolvimento e Meio Ambiente), Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente), Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2017.

PAOLINI, Federico. Firenze 1946-2005. Una storia urbana ambientale. Milano: Franco Angeli, 2014.

SOEIRO, I. C. de M.; CASTILHO, C. J. M. de. 2015. O caráter ideológico da natureza e o processo de produção do espaço em Tejipió/Recife. Revista Brasileira de Geografia Física, v.8, n.1, p.221-235.

PONTES, B. A. N. M. Desenvolvimento e governança ambiental: em busca de uma outra práxis na dinâmica territorial da Reserva do Paiva-PE. 2017. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente), Universidade Federal de Pernambuco, Recife.

PONTES, B. A. N. M.; CASTILHO, C. J. M. de. 2016. O conceito e a instrumentalização da natureza: olhares transversais na dinâmica territorial da Praia do Paiva-PE. Revista Brasileira de Geografia Física, v.9, p.852-867.

SOEIRO, Italo C. de M.; WERTHEIMER, M.; BAUTISTA, D. C. G. e CASTILHO, C. J. M. de. 2016. O uso da retórica ecológica na produção do espaço urbano em cidades latino-americanas: uma revisão da literatura. Revista Movimentos Sociais & Dinâmicas Espaciais, v.5, n.2, p.284-310.

SOEIRO, Ítalo César de Moura. 2017. Reaproximação forjada da natureza: a utilização da retórica ecológica na produção do espaço urbano de uma cidade latino-americana. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Urbano), Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente, Universidade Federal de Pernambuco, Recife.




DOI: https://doi.org/10.24221/jeap.2.4.2017.1557.536-548

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2017 Journal of Environmental Analysis and Progress

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - Não comercial - Compartilhar igual 4.0 Internacional.