Temperatura influenciando a germinação de sementes de Piptadenia moniliformis submetidas a quebra de dormência

Joyce Naiara da Silva, Monalisa Alves Diniz da Silva Camargo Pinto, Ana Karlla Penna Rocha, Andressa dos Santos Freire, Larissa de Sá Gomes Leal

Resumo


Esse trabalho teve como objetivo avaliar a germinação e o desenvolvimento inicial das plântulas de angico-de-bezerro em três períodos de semeadura. O experimento foi conduzido na UFRPE-UAST nos meses de fevereiro a abril de 2017, o delineamento utilizado foi o inteiramente casualizado em esquema fatorial 3x5 (épocas de semeadura x tratamentos de superação de dormência). As sementes foram submetidas aos seguintes tratamentos prévios de superação de dormência: testemunha – sementes intactas (T1); imersão em ácido em ácido sulfúrico concentrado por 20 minutos (T2); imersão em água sanitária por 6 horas (T3) imersão em água sanitária por 12 horas (T4); imersão em água sanitária por 24 horas (T5). As semeaduras ocorreram em 22 de fevereiro, 08 de março e 22 de março de 2017. Foram avaliados parâmetros relacionados à germinação e ao desenvolvimento inicial das plântulas. Os tratamentos T2 e T3 propiciaram maior emergência das plântulas, mas não houve diferença para os métodos de superação de dormência quanto ao comprimento da parte aérea e do sistema radicular. De um modo geral, as sementes de angico de bezerro apresentaram melhores resultados de porcentagem de emergência quando semeadas no dia 22 de março, cuja temperatura estava mais amena durante os 21 dias após o início da data de semeadura, quanto ao comprimento da parte aérea o mesmo teve um melhor desenvolvimento na última época, entretanto a variação de temperatura observada entre as épocas de semeadura não proporcionou diferenças para o comprimento do sistema radicular

Palavras-chave


Angico de bezerro, espécie florestal, desenvolvimento inicial

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DOI: https://doi.org/10.24221/jeap.2.4.2017.1458.412-420

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