Características agronômicas e sensibilidade ao rachamento de bagas de uvas sem sementes

Leide Dayane da Silva Oliveira, Magna Soelma Beserra de Moura, Patrícia Coelho de Souza Leão, Thieres George Freire da Silva, Luciana Sandra Bastos de Souza

Resumo


As variedades de uvas sem sementes apresentam maior dificuldades de adaptação às condições tropicais do semiárido nordestino, exibindo produções reduzidas e irregulares, resultado de sua baixa fertilidade de gemas, desgrane elevado e suscetibilidade à rachadura de bagas. O objetivo deste trabalho foi avaliar aspectos relacionados à susceptibilidade ao rachamento e podridão de bagas e características agronômicas de uvas sem sementes sob as condições do Submédio do Vale São Francisco. Para isso, o experimento foi conduzido no Campo Experimental de Bebedouro na Embrapa Semiárido, em Petrolina-PE. Foram avaliadas cinco variedades ao longo de dois ciclos de produção, correspondendo aos anos de 2013 e 2014. Utilizaram-se as variedades Adona, BRS Clara, BRS Maria Bonita, Arizul e Thompson Seedless, nas quais foram determinadas as seguintes variáveis: produção (Kg planta-1), número de cachos, massa do cacho (g); teor de sólidos solúveis (oBrix) e acidez titulável (g de ácido tartárico 100mL-1); bagas rachadas (%) e bagas podres (%). Os resultados mostraram que tanto o percentual de rachamento quanto o de podridão apontaram para as variedades BRS Clara e Adona como as mais tolerantes e a variedade Thompson Seedless como a mais suscetível. A maior produção por planta foi obtida no Ciclo 2 para a variedade BRS Clara (20,63 Kg planta-1), seguida da Adona (17,52 Kg planta-1. Assim, as variedades BRS clara e Adona destacaram-se com melhores características de qualidade e maior tolerância à rachadura e podridões de bagas, apresentando potencial para produção de duas safras ao ano no Submédio do Vale São Francisco.


Palavras-chave


Vitis vinifera L, precipitação, produção

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DOI: https://doi.org/10.24221/jeap.2.3.2017.1451.274-282

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