Variações no índice de anomalia de chuva no semiárido

Allan Rodrigues Silva, Thalyta Soares dos Santos, Daniel Évora de Queiroz, Moane Oliveira Gusmão, Thieres George Freire da Silva

Resumo


A análise da variabilidade das chuvas no Nordeste brasileiro (NEB) vem se tornando cada vez mais importante, uma vez que, possibilita detectar tendências ou alterações no clima, em escalas locais e regionais. Visto a grande importância da região semiárida, a previsão e o monitoramento da chuva são sobretudo úteis para inúmeros projetos como: irrigação, abastecimento d’água, culturas agrícolas, além da relevância como elemento transformador socioeconômico. Neste contexto, o objetivo deste trabalho foi analisar a variabilidade das precipitações anuais, no período de 1975 a 2016 no município de Petrolina-PE. Utilizou-se o Índice de Anomalia de Chuva – IAC, como indicador direto do grau de severidade e duração dos períodos secos e chuvosos. Dos 42 anos analisados, 06 anos apresentaram precipitação abaixo do desvio médio, enquanto 08 apresentaram acima do desvio padrão da série. Os resultados apontam uma tendência da diminuição do regime pluviométrico nos últimos setes anos, observado pelo IAC. Os anos considerados anômalos demostraram um bom grau de relação com eventos positivos (El Niño) e negativo (La Niña) do fenômeno ENOS.

Palavras-chave


Precipitação; seca; semiárido; IAC

Texto completo:

PDF (PORTUGUÊS)

Referências


EISCHEID, J. K.; PASTERIS, P. A.; DIAZ, H. F.; PLANTICO, M. S.; LOTT, N. J. 2000. Creating a serially complete, national daily time series of temperature and precipitation for the western United States. Journal of Applied Meteorology, v.39, n.9, p.1580-1591.

FANTE, K. P.; NETO, J. L. S. 2016. Statistical techniques for temperature data homogenization in climatological time series. Revista Brasileira de Climatologia, v. 18, p.143-156.

HASTENRATH, S.; HELLER, L. 1977. Dynamics of climatic hazards in northeast Brazil. Quarterly Journal of the Royal Meteorological Society, v.103, n.435, p.77-92.

HASTENRATH, S. 1984. Interannual variability and annual cycle: Mechanisms of circulation and climate in the tropical Atlantic sector. Monthly Weather Review, v.112, n.6, p.1097-1107.

IBGE: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Disponível em: http://www.cidades.ibge.gov.br . Acesso em maio 2017.

INMET. Normais climatológicas do Brasil 1961-1990. 2009. Brasília, DF.

MARENGO, J. A.; ALVES, L. M.; BESERRA, E. A.; LACERDA, F. F. 2011. Variabilidade e mudanças climáticas no semiárido brasileiro. Recursos hídricos em regiões áridas e semiáridas: Instituto Nacional do Semiárido-INSA, Campina Grande, 384-422.

MARENGO, J. A.; RUSTICUCCI, M.; PENALBA, O.; RENOM, M. 2010. An intercomparison of observed and simulated extreme rainfall and temperature events during the last half of the twentieth century: part 2: historical trends. Climatic Change, v.98. n.3-4, p.509-529.

MARENGO, J. A. 2006. Mudanças climáticas globais e seus efeitos sobre a biodiversidade: caracterização do clima atual e definição das alterações climáticas para o território brasileiro ao longo do século XXI. MMA, Ministério do Meio Ambiente, Brasília.

MATALLO JÚNIOR, H. 2001. Indicadores de desertificação: histórico e perspectivas. Cadernos UNESCO. v.2, Brasília.

MOLION, L. C. B. 1994. Efeito dos vulcões no clima. IBGE, Diretoria de Geociência, Rio de Janeiro.

MOLION, L. C. B.; Bernardo, S. D. O. 2002. Uma revisão da dinâmica das chuvas no nordeste brasileiro. Revista Brasileira de Meteorologia, v.17, n.1, p.1-10.

NOBRE, P.; MELO, A. D. 2001. Variabilidade climática intrasazonal sobre o Nordeste do Brasil em 1998-2000. Revista Climanálise, ano, v.2.

NORONHA, G. C. D.; HORA, M. D. A. G. M.; SILVA, L. P. D. 2016. Rain Anomaly Index Analysis for the SantaMaria/Cambiocó Catchment, Rio de Janeiro State, Brazil. Revista Brasileira de Meteorologia, v.31, n.1, p.74-81.

OLIVEIRA, G. S. D. 1999. Nino e você: o fenômeno climático. Transtec, 116p. São Jose dos Campos-SP.

RAO, V. B.; HADA, K.; HERDIES, D. L. 1995. On the severe drought of 1993 in north‐east Brazil. International journal of climatology, v.15, n.6, p.697-704.

SANTANA, M. O. 2007. Atlas das áreas susceptíveis à desertificação do Brasil. Brasília: MMA/SRH/UFPB.

SANTOS, C. A. C. D.; BRITO, J. I. B. D. 2007. Análise dos índices de extremos para o semi-árido do Brasil e suas relações com TSM e IVDN. Revista Brasileira de Meteorologia, v.22, n.3, p.303-312.

SILVA, A. R.; SANTOS, T. S. DOS; CRUZ NETO, J. F. DA; SANTOS, J. P. A. DE S.; SILVA, T. G. F. DA. 2017. Análise comparativa de métodos de preenchimento de falhas em séries pluviométricas de Petrolina-PE. In: XX Congresso Brasileiro de Agrometeorologia-CBAGRO. No prelo.

TRENBERTH, K. If La Niña follows the current super El Niño, it will probably be bad news for drought-plagued California. Discover Magazine. [Online WWW] Available in: . [accessed May 02, 2017].

TUCCI, C. E. 2012. Hidrologia: ciência e aplicação. 2Ed. UFRGS/ABRH, Porto Alegre.

VAN ROOY, M. P. 1965. A rainfall anomaly index independent of time and space. Notos, v.14, n.43, p.6.




DOI: https://doi.org/10.24221/jeap.2.4.2017.1420.377-384

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2017 Journal of Environmental Analysis and Progress

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - Não comercial - Compartilhar igual 4.0 Internacional.