Licor fino de casca de tangerina: processamento e caracterização

Renato Costa da Silva, Ana Beatriz Filgueira Amorim, Regilane Marques Feitosa, Emanuel Neto Alves de Oliveira, Bruno Fonsêca Feitosa, Lumara Tatiely Santos Amadeu

Resumo


A tangerina está entre os frutos cítricos mais cultivados no país, tendo como principais destinos o consumo interno e a exportação. Com isso, a quantidade de cascas produzidas por esse consumo se torna relevante e o seu aproveitamento, além de caracterizar-se como de baixo custo, adquire caráter ambiental. O aproveitamento desses resíduos provenientes da produção dessas frutas é uma alternativa para diminuir à poluição ambiental e uma possibilidade para o desenvolvimento de novos produtos alimentícios é muito atraente. Diante do exposto a possibilidade da elaboração de licores a partir de cascas torna-se de grande interesse por ser uma bebida apreciada devido as suas propriedades e características. Desta forma, esta pesquisa teve como objetivo elaborar licores finos com diferentes concentrações de cascas de tangerina (F1- 600g e F2 – 300g), determinar a composição físico-química das cascas e licores, além de verificar a aceitação sensorial e a intenção de compra. Os licores apresentaram-se de acordo com os valores estabelecidos pela legislação, cabendo a estes a denominação de licor fino ou doce. A concentração de cascas influenciou nos parâmetros avaliados. Ambos os licores foram aceitos pelos provadores, demonstrando preferência à formulação com menor quantidade de casca, validando, assim, a utilização dessa matéria-prima na produção de licor.


Palavras-chave


Aceitabilidade; Citrus reticulata; Bebida alcoólica.

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